Do que nós, seres humanos somos movidos? De sonhos, objetivos, dinheiro? Tento achar o que melhor define a nossa existência. Sei que se o objetivo real da nossa existência fosse para um possível fim, não vejo porque esse começo demore a vida inteira.
Sei que este mundo não existe para pessoas fracas, sem alma. Sei que este mundo existe para pessoas fortes, com fé em si mesmas.
Não busco beber do lago da sabedoria, tento busca-la a minha própria capacidade de viver, de decidir, de construir o meu próprio destino.
Mas antes de entrar nessa guerra de sobrevivência realista, tenho que me compreender e saber como se comporta o vento que pode me levar para muitos lugares, vento esse que já levou pessoas e não voltaram mais. Sei que cresci com um espirito velho, acomodado com as coisas que pudiam estar ao meu alcance. Não segui o ritmo futurístico da época, aos pouco busco minha própria independência de escolher as tendencias, e as ferramentas que posso utilizar. Não me acostumo com o raciocínio de pessoas que se deixam flagelar por baixo nível cultural, achando que são o que são, e não pensam que as pessoas podem se adaptar ao ambiente.
Do pouco que sei de mim, posso afirmar que não convivo com a eterna felicidade de viver, mas sinto o gosto de momentos felizes, momentos esses que me dão esperança de dias melhores. Meu ego se comporta de forma profana, em relação aos atos religiosos locais.
Ás vezes me pergunto, a capacidade do homem de criar, não faz dele uma especie de deus mortal.
Muitos homem marcaram seu nome, e dele nasceram filosofias e ciências que hoje moldam a maneira de que o nosso mundo se comporta. Nessa linha, também penso, será que Deus só existe por que nós existimos? Nós criamos um ser ilimitado para garantir uma " Segurança Divina"? Será essa o grande pecado do homem, de se sentir incapaz de viver sem divindade? Do que seria os homens sem fé, um insulto a existência de Deus, como se estivessem descartando-o a sua existência.
Desse redemoinho de perguntas, eu fico preso, e angustiado por uma resposta. Minha divindade talvez seria a minha mãe, ser mais sagrado que eu tenho, pois dela sinto o sangue correr pelo meu corpo,bombeado pelo meu coração, que por ela bate intensamente.